Tomada de decisão sobre a(s) opção(ões) comunicativa(s)
Porque os pais não esperam ter de tomar este tipo de decisões até se confrontarem com um diagnóstico de surdez do seu filho(a), deixo aqui um pequeno ensaio sobre a minha posição acerca do processo de decisão acerca da opção comunicativa...
Acima de tudo é fundamental criar condições para ajudar a uma decisão (in)formada, logo a partir do diagnóstico clínico...ORL's, Audiologistas, Terapeutas da Fala, Educadores e Professores com experiência junto de pessoas com surdez, associações de pais de crianças surdas devem assumir a FAMÍLIA como o elemento-chave e central do processo...
A minha experiência como Terapeuta da Fala, há cerca de 9 anos a intervir exclusivamente com surdos, diz-me que cada caso deve ser visto de uma forma única, não há receitas totalitárias para a intervenção na surdez....informar, sensibilizar os pais para as várias opções de comunicação disponíveis, que garantam um desenvolvimento comunicativo, de linguagem e, eventualmente, de fala é crucial para que a família possa estar suficientemente informada e capaz de optar em consciência, independentemente se dá preferência à LGP ou à Fala como principal meio de comunicação....
Quanto à questão dos implantes cocleares, se actualmente conseguimos observar um avanço extraordinário desta tecnologia para a audição, não poderemos ignorar esse facto; por outro lado, temos que olhar a história dos surdos, muitos deles sem qualquer acesso à audição e proibidos quase durante um século de usarem uma língua visuo-motora, a língua gestual....independentemente da forma de comunicar, é essencial que estejam criadas as condições familiares, sociais, educativas e terapêuticas para um efectivo e harmonioso desenvolvimento dos indivíduos surdos, podendo cumprir integralmente o seu dever enquanto cidadãos...não sou a favor de sistemas totalitários, pois estes apenas acrescentam ruído na discussão sobre o tema e tendem a ter perspectivas radicais...
Como profissional, devo aconselhar e evidenciar as minhas competências técnicas em prol da tomada de decisão, nunca decidindo pela família...e quanto ao sucesso, ele vai sendo construído por todos, onde todos têm co-responsabilidades...quem não as assume, não está verdadeiramente no processo...
Acima de tudo é fundamental criar condições para ajudar a uma decisão (in)formada, logo a partir do diagnóstico clínico...ORL's, Audiologistas, Terapeutas da Fala, Educadores e Professores com experiência junto de pessoas com surdez, associações de pais de crianças surdas devem assumir a FAMÍLIA como o elemento-chave e central do processo...
A minha experiência como Terapeuta da Fala, há cerca de 9 anos a intervir exclusivamente com surdos, diz-me que cada caso deve ser visto de uma forma única, não há receitas totalitárias para a intervenção na surdez....informar, sensibilizar os pais para as várias opções de comunicação disponíveis, que garantam um desenvolvimento comunicativo, de linguagem e, eventualmente, de fala é crucial para que a família possa estar suficientemente informada e capaz de optar em consciência, independentemente se dá preferência à LGP ou à Fala como principal meio de comunicação....
Quanto à questão dos implantes cocleares, se actualmente conseguimos observar um avanço extraordinário desta tecnologia para a audição, não poderemos ignorar esse facto; por outro lado, temos que olhar a história dos surdos, muitos deles sem qualquer acesso à audição e proibidos quase durante um século de usarem uma língua visuo-motora, a língua gestual....independentemente da forma de comunicar, é essencial que estejam criadas as condições familiares, sociais, educativas e terapêuticas para um efectivo e harmonioso desenvolvimento dos indivíduos surdos, podendo cumprir integralmente o seu dever enquanto cidadãos...não sou a favor de sistemas totalitários, pois estes apenas acrescentam ruído na discussão sobre o tema e tendem a ter perspectivas radicais...
Como profissional, devo aconselhar e evidenciar as minhas competências técnicas em prol da tomada de decisão, nunca decidindo pela família...e quanto ao sucesso, ele vai sendo construído por todos, onde todos têm co-responsabilidades...quem não as assume, não está verdadeiramente no processo...
Olá Pedro!
ResponderEliminarGostei muito do teu blog :) Vou acompanhar!
Daniela
http://aroundterapiadafala.blogspot.com/